domingo, 10 de fevereiro de 2008

PÉROLAS DA FILOSOFIA POLÍTICA BRASILEIRA

Essa história toda dos cartões corporativos trouxe de volta algumas velhas máximas da política brasileira, agora recicladas ao novo contexto. Elas todas, assim juntas, quase que formam uma "escola filosófica". Quase.

Vejam só:

"Todos Fazem Isso"
Desculpa de quem está no governo, qualquer que seja o partido, para tirar o seu rabo da reta e jogar um pouco de merda sobre a oposição, na base do "é todo mundo igual". É a tática evasiva mais idiota e estúpida possível.

"Não Vamos Falar do Passado"
Essa é a desculpa da oposição que, claro, fez as maiores lambanças mas entram no discurso do "uma coisa não justifica a outra" simplesmente porque NÃO HÁ COMO JUSTIFICAR SEUS ERROS. Mas são, ao mesmo tempo, atacam com voracidade as mesmíssimas mancadas, quando praticadas pelos adversários (agora no governo).

"É Segurança Nacional"
Esse farrapo argumentativo foi usado para negar a abertura das contas dos assessores palacianos mais próximo da família presidencial. Claro que todo país possui seus segredos de segurança nacional, mas definitivamente não é o caso dos gastos estapafúrdios que estão surgindo por aí.

"Não é Cartão Corporativo"
Os tucanos abusam da boa-fé alheia quando resolvem passar horas dizendo que o cartão "não é de crédito, mas de débito" ou que simplesmente "não é corporativo", quando, na prática, funcionários públicos indicados pelo (e filiados ao) PSDB fizeram gastos em lojas luxuosas, lanchonetes badaladas, padarias finas, entre outras "urgências".

E assim por diante; a coisa não tem fim.

O certo seria investigar tudo, mas infelizmente é provável que ninguém investigue nada. PSDB e PT, quando vêem que a casa vai cair para ambos, sabem a hora certa de fazer um acordinho e deixar tudo como está.

O Banestado não me deixa mentir.

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